Relatórios de “fact-checking” para proteger Facebook contra as notícias falsas
A rede social Facebook foi, recentemente, acusada de não implementar as medidas necessárias para o combate à desinformação nas suas plataformas, dando prioridade aos lucros, em detrimento do bem-estar dos seus utilizadores.
Contudo, alguns especialistas em “media”, citados pelo “Washington Post”, garantem que o problema pode ser solucionado de forma simples. Aliás, estes profissionais afirmam que, de forma a diminuir os efeitos da “fake news”, bastaria que o Facebook disseminasse os relatórios de “fact-checking” de forma mais eficaz.
Neste sentido, os investigadores entrevistados pelo “WP” afirmam que o Facebook deveria enviar relatórios de verificação de factos a todos os utilizadores que tivessem acesso a imagens ou artigos considerados “falsos”.
Para este efeito, continuaram os especialistas, os técnicos do Facebook teriam que estar mais atentos às denúncias dos utilizadores já que, de momento, apenas as publicações com maior número de partilhas é que são enviadas para empresas de “fact-checking”.
Além disso, os responsáveis do Facebook não poderiam abrir qualquer tipo de excepção, notificando os consumidores sobre todo o tipo de informações falsas, independentemente da sua origem.
(Isto porque, segundo indicaram ex-colaboradores da rede social, a plataforma não supervisionava as partilhas de alguns governos autoritários, como forma de obter receitas mais avultadas).
Novembro 21
Conforme indicou o “Washington Post”, inquéritos e estudos académicos já comprovaram que o acesso a relatórios de “fact-checking” ajuda os cidadãos a estarem mais atentos à generalidade dos artigos noticiosos.
Assim, indica o “WP”, se o “Facebook realmente se importa com o acesso dos seus utilizadores a informação fidedigna”, não deverá “ter qualquer problema em lidar com maiores custos”, já que isto beneficiaria toda a comunidade “online”.
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