Relatório indica novos modelos para recuperação dos “media”
Os primeiros meses de pandemia foram um período difícil para muitos “media”, que registaram uma quebra acentuada na circulação impressa bem como nas receitas publicitárias, sendo forçados a alterar o seu modelo de negócio.
Este panorama foi, agora, analisado pelo European Journalism Centre (EJC), com o objectivo de registar a forma como os “media” independentes na Europa têm lidado com a pandemia , que medidas tomaram e qual o seu grau de sucesso ou fracasso.
Desta forma, e depois de analisar diversos modelos de negócio, o EJC chegou à conclusão que, para recuperarem dos efeitos da pandemia, os “media” deverão introduzir oito medidas específicas.
Em primeiro lugar, o EJC recomenda que as publicações continuem a apostar em novos modelos de financiamento -- tais como os pacotes de subscrição “online” -- como forma de garantir a sustentabilidade do negócio e de continuar a apostar na inovação dos conteúdos.
Ou seja, quanto mais receitas o jornal obtiver, mais poderá apostar em inovação, garantindo um crescimento e uma evolução constantes.
Neste sentido, o documento incentiva as empresas a experimentarem diversos métodos de obtenção de receitas, já que os pacotes de subscrição podem não ser a aposta mais viável para todos os “media”.
Além disso, o relatório sugere que os “media” implementem uma linha editorial mais plural, dando voz a minorias sociais ou outros grupos que, por norma, não tenham visibilidade na imprensa.
Em quarto lugar, o EJC recomenda que as empresas noticiosas apostem em “workshops” de formação para os seus colaboradores, para que estes possam estar a par das últimas tendências do sector.
Isto aplica-se, igualmente, aos produtos e conteúdos noticiosos, que deverão seguir modelos digitais, com um “design” inovador.
Setembro 21
Neste âmbito, o EJC sugere, em sexto lugar, que os “media” procurem estabelecer parcerias entre si, ou com outras instituições.
Por fim, o estudo incentiva todos os “media” a melhorarem a sua presença nas redes sociais -- para conquistar novas audiências -- e a reforçarem as bases de dados internas -- para que os jornalistas tenham maior facilidade em entender fenómenos complexos.
Tudo isto, garante o estudo, deverá assegurar a recuperação das redacções, tanto a nível de audiência, como a nível de receitas.
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