Relatório aponta prioridade para o jornalismo isento e objectivo
As audiências valorizam a imparcialidade no jornalismo, e justificam a convicção de que os artigos noticiosos e as colunas de opinião devem ser, claramente, distinguidas, aponta o estudo The Relevance Of Impartial News In A Polarised World, encomendado pela Universidade de Oxford.
De acordo com este relatório -- que contou com 52 participantes, provenientes da Alemanha, do Brasil, dos Estados Unidos e do Reino Unido -- a informação objectiva e a contextualização devem estar no centro de qualquer formato noticioso.
Neste sentido, os participantes do estudo alertaram para o facto de as peças noticiosas e as colunas de opinião não serem facilmente identificáveis em formatos “online”, ao contrário do que acontece nas publicações em formato de papel.
“As audiências valorizam a opinião como um suplemento dos factos, mas, na sua generalidade, querem que a informação objectiva seja estabelecida em primeiro lugar. O público preocupa-se, também, com a mistura destes dois formatos”.
Os jornais assumem-se, assim, como a fonte noticiosa mais fiável, embora alguns leitores mais jovens considerem que estas publicações transmitem “ideais conservadores”, com os quais não se identificam.
Por outro lado, os participantes afirmam que as redes sociais não são boas fontes noticiosas, já que os seus algoritmos dão prioridade aos artigos de opinião, sem que estes estejam identificados como tal.
“Nas redes sociais, torna-se difícil distinguir entre notícias e a opinião, devido à falta de pistas. Algumas pessoas consideram que isto é um problema”, indica o relatório. “Alguns temem que o conteúdo de opinião esteja a contaminar as notícias. Outros assumem, simplesmente, que a opinião é uma característica inerente a estas plataformas”.
Outubro 21
Os inquiridos sublinharam, por outro lado, que a linguagem alarmista e sensacionalista pode indicar que os jornalistas não são, totalmente, imparciais.
O mesmo se aplica a qualquer tipo de emoção expressa pelos apresentadores de noticiários.
Perante estes dados, o estudo conclui que as empresas de “media” devem dar prioridade à informação isenta, alinhando-a com os interesses do público mais jovem, como forma de garantir a sua sustentabilidade futura.
O site de jornalismo de investigação The Lever está a seguir um caminho diferente do habitual: em vez de aumentar a produção para acompanhar o ciclo noticioso do segundo mandato...
A utilização de ferramentas de inteligência artificial nas redacções sem fins lucrativos dos Estados Unidos atingiu níveis recorde em 2025, mas o sector continua a enfrentar...
O consumo de áudio digital continua a ganhar terreno em Espanha, impulsionado pela popularidade dos podcasts e pela crescente preferência dos utilizadores por formatos audiovisuais. Segundo o...
À medida que a inteligência artificial se torna uma presença cada vez mais comum nas redacções, como devem os meios de comunicação informar o público sobre a utilização destas...
Portugal continua a destacar-se entre os países com maiores níveis de confiança no jornalismo, mas enfrenta sinais preocupantes de afastamento do público em relação às notícias, especialmente...
As notícias de política, saúde pública e governação local são significativamente mais eficazes na conversão de leitores em assinantes digitais do que conteúdos de entretenimento, desporto ou...
Os adolescentes continuam interessados em notícias, mas procuram abordagens mais humanas, relevantes e ligadas às suas comunidades. A conclusão resulta de uma análise que reuniu testemunhos de...
As redacções de todo o mundo enfrentam desafios significativos na adaptação a um ecossistema mediático cada vez mais marcado pela abundância de conteúdos, pela transformação...
“O perigo não é a automação, mas um sistema de valores industriais onde a velocidade supera a perícia humana e o valor público.” A advertência é de Agnes Stenbom Swedling, uma das...