Relatório analisa “perfil dos jornalistas brasileiros”
A presença de minorias étnicas no jornalismo no Brasil cresceu de 23% em 2012 para 30% em 2021, reflectindo a eficácia de projectos para alargar o acesso dos jovens ao ensino superior, apontou o estudo “Perfil dos Jornalistas Brasileiros”, que contou com a participação de mais de 7 mil profissionais.
Por outro lado, de acordo com o mesmo relatório, algumas das tendências do mercado brasileiro mantiveram-se, praticamente, inalteradas. A título de exemplo, tal como se registou em 2012, a maioria dos jornalistas são mulheres (58%), brancas (68%) e solteiras (53%).
No que diz respeito às faixas etárias, a presença de jovens ainda é muito significativa (30% têm entre 18 a 30 anos, enquanto outros 30%, têm entre 31 e 40 anos).
Ainda assim, registou-se um aumento do número de profissionais com mais de 41 anos.
Além disso, demonstra o relatório, o jornalismo continua a ser uma profissão mal remunerada, com cerca de 60% dos profissionais a receberem menos de 5,5 mil reais por mês (cerca de 860 euros). Aliás, apenas 12% dos entrevistados disseram receber mais do que 11 mil reais (cerca de 1721 euros).
Destaca-se, também, neste sentido, que os níveis de precariedade têm vindo a aumentar, uma vez que, actualmente, apenas 45,8% dos profissionais inquiridos disseram ter vínculos contratuais.
Dezembro 21
Quanto à distribuição por actividade, cerca de 58% dos profissionais formados em jornalismo continuam a trabalhar nos “media”, enquanto 7,4% se dedicam, agora, à docência.
Os restantes 34,9% dos jornalistas entrevistados exercem outras funções, que exigem conhecimento do sector mediático, tais como assessoria de imprensa ou produção de conteúdo digital.
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