As redes sociais tornaram-se plataformas indissociáveis da sociedade contemporânea, com um número crescente de jovens e adultos a utilizarem, diariamente, estes “sites” para se manterem em contacto e darem a conhecer pormenores das suas vidas.
Alguns cidadãos desenvolveram, mesmo, uma dependência destas aplicações, esforçando-se para actualizar as suas páginas e receber, em troca, validação daqueles que os seguem.
Assim, estas plataformas tornaram-se alvo de estudos e de inspiração para a cultura “pop”. A título de exemplo, a Netflix disponibilizou, recentemente, o documentário “The Social Dilemma”, que analisa questões éticas das redes sociais, recordou o professor José Costa Júnior num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo indica Costa Júnior, este documentário é composto por entrevistas com antigos profissionais dos “media” digitais. Um dos entrevistados é Tristan Harris, especialista em “design” ético, que defendeu que as empresas digitais conhecem o funcionamento da psicologia humana, o que lhes permite criar laços cada vez mais fortes entre as plataformas e os cidadãos.
O documentário relata, igualmente, as estratégias de monetização utilizadas pelas plataformas digitais, que se baseiam no mapeamento dos dados e perfis dos seus utilizadores.
Setembro 20
Um efeito colateral dessa personalização da experiência é a “ilusão de consenso” e a “formação de bolhas”: os utilizadores mantêm-se próximos dos seus gostos e interesses, numa situação que reforça as suas crenças e abre espaço para a” poluição do ecossistema informacional”. Esta “poluição” inclui desestabilização dos debates público, polarizações sociais e políticas.
Contudo, Costa Júnior acredita que estas plataformas não devem ser creditadas de todos os males do mundo, considerando que “ é provável que as redes sociais e as suas ferramentas, para a exploração constante de nossas fragilidades emocionais e cognitivas, sejam apenas um mensageiro tecnológico de uma mensagem que envolve muitos outros dilemas acerca do modo como vivemos”.
Leia o artigo original em “Observatório da Imprensa”
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