Quebras de publicidade como risco para os editores
Um terço dos editores de notícias acredita que a quebra das receitas publicitárias constitui o maior risco para o futuro das suas publicações, de acordo com um estudo World Association of News Publishers (WAN-IFRA), que contou com a participação de 90 profissionais, de 51 países.
Isto verifica-se apesar do crescimento do número de leitores de “sites” noticiosos, que registou, no último ano, um aumento de 36%, enquanto a circulação impressa diminuiu 11%.
Além disso, o relatório do WAN-INFRA referiu, da mesma forma, que o número de fidelizações de jornais digitais tem vindo a crescer.
Ainda assim, as receitas de subscrições não são suficientes para cobrir os custos de funcionamento das organizações noticiosas.
Isto justifica a segunda maior preocupação dos editores, referida por 21% dos inquiridos: a incapacidade de diversificar as fontes de receita.
Por outro lado, a pandemia foi referida por, apenas, 13% dos participantes, já que dois terços dos inquiridos acredita que a sua redacção irá recuperar, totalmente, das perdas provocadas pela crise sanitária.
Quanto às alterações mais importantes a serem implementadas nas redacções, cerca de 44% dos editores apontou para a necessidade de “acelerar a transformação digital" dos títulos.
Abril 21
Perante os dados recolhidos, a organização conclui que os editores inquiridos conseguiram adaptar-se, rapidamente, aos condicionamentos impostos pela pandemia, embora isto tenha passado pela dispensa de 4.4% do número total de colaboradores.
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