Moreira defende que, hoje em dia, existem já meios suficientes para se fazer jornalismo remoto de qualidade, seja em TV, rádio, jornal ou no formato “online”. Não há, contudo, uma cultura corporativa para tanto. Trabalhar em casa pode, ainda, parecer um “benefício” para os colaboradores, quando, neste momento, deveria ser a regra geral.

É importante descristalizar a ideia de que os repórteres se devem colocar, constantemente, em situações de risco.Em particular, num panorama como o actual, em que essas práticas podem contribuir para agravar o contágio.

Assim, compete às redacções discutir alternativas, um jornalismo com menos qualidade técnica, mas recheado de informações de qualidade em formato remoto. Para o autor este deveria ser um momento de reflexão sobre as práticas e responsabilidades dos jornalistas, que vão além da notícia.


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