Quando o jornalismo ensina alunos a detectar notícias falsas
No primeiro semestre de 2019, o jornalista Flávio Antonio Damiani desafiou uma turma da EJA – Educação de Jovens e Adultos do Centro Municipal dos Trabalhadores -- a analisar as notícias de forma crítica.
O objectivo era ensinar os alunos -- com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos -- a detectarem informação falsa e a darem sugestões para melhorar os “media” brasileiros.
Os resultados da experiência, que durou três meses, foram publicados no “Observatório da Imprensa” -- associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Ora, de acordo com o autor, os alunos começaram por conhecer as perguntas realizadas por um jornalista, segundo as regras clássicas: como, quem, onde, quando , porquê.
Depois, foram incentivados a participar em discussões colectivas sobre a informação que é transmitida através dos “media”.
No final da experiência, estes alunos conseguiam, já, comparar notícias e concluir que os artigos sobre política são aqueles que mais informação enganosa contêm.
Outubro 20
Além disso, aquela turma detectou que os acontecimentos comunitários são, muitas vezes, esquecidos pelos “media”. Os alunos aprenderam, igualmente, a detectar os padrões da imprensa comerciais.
No final da experiência, contudo, os estudantes mostraram-se enfastiados com a quantidade de artigos que tinham de analisar, já que não se conseguiam identificar com a informação que era transmitida.
Para eles, havia falta de diversidade.
Ficou, assim, evidente que, de forma a serem uma verdadeira voz da democracia, as publicações devem tentar chegar a todos os cidadãos e dar mais importância aos acontecimentos periféricos.
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