Publicação “online” chinesa conquista subscritores em finanças e negócios
A publicação chinesa “Caxin” tornou-se a marca noticiosa com maior número de subscrições digitais, fora dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Este título, que partilha conteúdos sobre finanças e negócios, conta, agora, com cerca de 850 mil assinantes da sua versão “online”, de acordo com o “ranking” da International Federation of Periodical Publishers (FIPP).
Em apenas seis meses, a base de subscrições da “Caxin” cresceu 21%, o que lhe permitiu ultrapassar a “Nikkei.com”, e tornar-se o título mais popular, fora do mundo anglófono.
Liderada por Hu Shuli, a “Caxin” passou a ser tomada como uma referência por títulos como a “Bloomberg”, por reportar sobre corrupção, questões ambientais, e manifestações sociais na China. Tudo isto, num ambiente de graves restrições à liberdade de imprensa.
Como tal, para alguns especialistas, a “Caxin” é, na China, a melhor fonte de informação sobre questões económicas e financeiras.
Isto fez com que o título crescesse rapidamente: em 2019, contava com 300 mil assinantes digitais. Em 2020, o número ascendeu aos 510 mil. Em 2021, chegou ao patamar dos 710 mil. Finalmente, em 2022, conquistou 850 mil leitores fidelizados.
O “ranking” da FIPP dá, ainda, conta de outros jornais de língua não inglesa, que se destacam pelo seu crescimento digital nos últimos anos.
A “Nikkei.com”, um título digital japonês, encontra-se, agora, em segundo lugar na lista, com 816,682 assinantes. Já a terceira posição é ocupada pelo jornal alemão “Bildplus”, que tem 603,284 subscritores “online”.
Junho 22
O quarto lugar pertence ao “Monde” (420 mil subscritores). Seguem-se-lhe o italiano “Corriere della Sera” (384 mil), o argentino “La Nación" (343 mil) e o jornal desportivo francês “L’Équipe” (332 mil).
O oitavo e nono lugares são ocupados pelos títulos brasileiros “O Globo” e “A Folha de S. Paulo”, respectivamente.
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