Alguns governos estão a utilizar a pandemia de covid-19 como pretexto para condicionar o acesso à informação e a liberdade de imprensa, segundo denunciaram Sara Torsner e Jackie Harrison num artigo publicado no “Nieman Lab”, baseando-se no mais recente relatório dos Repórteres sem Fronteiras (RSF).
Conforme recordaram as autoras, no Índice de Liberdade de Imprensa de 2021, os RSF assinalaram diversas restrições aos “media”, em países que querem evitar uma cobertura crítica quanto às medidas de contenção da pandemia.
Em algumas situações isto significou a implementação de novas regras, que condicionam o acesso da imprensa a dados oficiais sobre a covid-19.
A título de exemplo, no Irão, as autoridades estão a impedir a publicação de taxas de mortalidade. Já na Hungria, as leis contra as “fake news” estão a criminalizar reportagens fidedignas sobre a pandemia.
No caso do Egipto, o governo proibiu a divulgação de estatísticas relacionadas com a covid-19.
Noutros países, como a Sérvia e o Zimbabué, foram criadas leis que limitam o direito dos “media” de reportar sobre assuntos sensíveis, o que resultou na detenção de alguns jornalistas.
E, enquanto os governos formalizaram as suas restrições aos “media”, começaram a surgir novas vagas de desinformação, o que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), representa, igualmente, um atentado contra a imprensa.
Assim, a ONU tem vindo a apelar para a promoção da informação livre e da liberdade de reportagem, de forma a combater as “fake news”.
Abril 21
Contudo, segundo apontaram as autoras, este é um cenário improvável, já que a acção governamental tem vindo a limitar a desmistificação de artigos desinformativos.
Este cenário tem, ainda, promovido ataques contra jornalistas, em países como a Alemanha e os Estados Unidos, onde grupos extremistas têm apresentado uma conduta violenta contra os profissionais dos “media”.
Assim, as autoras apelam a que os governos estabeleçam compromissos de liberdade e de transparência informativa, já que, actualmente, o acesso a notícias fidedignas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
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