Depois de vários anos de experiências gratuitas, e algumas tentativas fracassadas, todo o sector mediático converge, agora para o formato digital. O jornalismo “online” é, no entanto, ainda, muito jovem. Em 1994, surgiram as primeiras 20 edições de jornais digitais. Cinco anos depois, o número era de cerca de 5 mil. A maioria dos títulos, porém, continua, ainda, em fase experimental.
Os primeiros anos na “web” foram uma aprendizagem para todos. O sucesso mais notável foi o do “Wall Street Journal”, que começou a cobrar pelo conteúdo no seu site em 1996. Três anos depois, atingiu 450 mil assinantes. O “WS Journal” provou, no entanto, ser um caso isolado.
Com o virar do século, veio o auge da rede aberta, o que se provou prejudicial para os “media”. A Internet eliminou a necessidade de consultar a imprensa para ficar a par da actualidade. Isto, aliado às quebras da publicidade, colocou o sector mediático numa crise profunda . Deixou-se, então, de lado, a ideia de que a imprensa poderia partilhar conteúdo “online” gratuito e subsistir.
Março 20
A recessão económica de 2008 foi mais uma “punhalada” para o sector. O número de colaboradores nas redações americanas caiu 47%.O mesmo aconteceu em Espanha, onde as equipas de jornalistas foram dizimadas pela crise.
Em fevereiro de 2009, a revista “Time” começou a contemplar ideias de como seria possível “salvar o jornal”. A proposta era tão modesta que só tinha um pedido: pagar pelo conteúdo.
Os grandes jornais globais começam, agora, a captar audiências “online”, que estão mais e mais conscientes da importância do jornalismo independente para a informação dos leitores e para a preservação das democracias.
Em Portugal, por exemplo, a crise do sector originou uma crescente em conteúdos multiplataforma, mas, na maioria dos casos, as receitas não são suficientes para colmatar as quebras da circulação em papel.
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