Os Pulitzer distinguiram o trabalho dos jornalistas ucranianos
Numa edição dos Prémios Pulitzer marcada pela guerra em solo europeu, os júris decidiram atribuir uma Menção Especial a todos os jornalistas ucranianos pelo “seu compromisso para com a verdade”.
Marjorie Miller, a responsável pelos prémios, salientou a “coragem, resistência e compromisso com informações verdadeiras” durante o conflito e perante a “guerra da propaganda” lançada pela Rússia.
“Apesar dos bombardeamentos, sequestros, ocupação e até mortes nas suas fileiras, [os jornalistas] persistiram nos seus esforços para oferecer uma imagem precisa de uma realidade terrível”, realçou Miller, ao anunciar este prémio especial.
Também os jornalistas do “New York Times” foram distinguidos, na categoria “Internacional”, pelo trabalho desenvolvido em cenários bélicos, ao expor as consequências dos ataques aéreos norte-americanos na Síria, Iraque e Afeganistão.
A equipa do “NYT” recebeu, também, os prémios de “Reportagem Nacional" e "Reportagem Crítica”.
Divididos em 22 categorias – 15 no domínio do jornalismo, seis no da literatura e um na música – os Prémios Pulitzer distinguiram, ainda, o “Washington Post” na Categoria de Serviço Público, o mais prestigioso dos prémios, graças à cobertura noticiosa da invasão do Capitólio, em 6 de Janeiro de 2021.
Na categoria de “Reportagem de Investigação” foi celebrado o trabalho do “Tampa Bay Times”, que partilhou os perigos de exposição a químicos tóxicos na Flórida.
Já o prémio de Jornalismo Local foi para o “Chicago Tribune”, que analisou as falhas no cumprimento de protocolos de segurança, em vários edifícios daquela cidade do Estado de Illinois.
O “Miami Herald” conquistou, por sua vez, o prémio de Notícias de Última Hora pelo seu trabalho na cobertura do acidente mortal da torre do condomínio Surfside.
Maio 22
Na literatura, o prémio de ficção foi para Joshua Cohen por “The Netanyhus”, o de Drama para James Ijames por “Fat Ham”, o de Poesia para Diane Seuss por “rank: sonnets”.
Já na categoria Biografia, o livro de Richard Zenith sobre Fernando Pessoa foi um dos trabalhos finalistas. No entanto, o prémio foi entregue a Erin I. Kelly, por “Chasing Me to My Grave: An Artist’s Memoir of the Jim Crow South”.
Na Música foi distinguido o trabalho de Raven Chacon por “Voiceless Mass”.
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