Os perigos do “conteúdo patrocinado” em publicações digitais
Com a digitalização do jornalismo, as publicações noticiosas tiveram que encontrar novas formas de gerar receitas. Assim, nos últimos tempos, as empresas mediáticas passaram a apostar em “paywalls” e, também, em “conteúdo patrocinado”.
No “conteúdo patrocinado”, determinadas empresas pagam aos jornais para escreverem sobre os seus negócios de forma favorável. E, de acordo com as normas éticas do jornalismo, este tipo de conteúdos devem estar, devidamente, identificados, já que enaltecem determinadas marcas.
Contudo, isso nem sempre acontece, alertou Caleb Pershan num artigo publicado no “site” da “Columbia Journalism Review”.
Pershan recordou, neste sentido, um incidente registado em Junho deste ano, quando o “Yahoo!” reproduziu um texto, originalmente, publicado pelo “site” “Benzinga”, sobre a empresa de tecnologia Alfi.
No artigo original, existia um aviso que indicava que a peça se tratava de “conteúdo patrocinado”. O mesmo não aconteceu no texto publicado no “site” do “Yahoo!”, o que induziu alguns leitores em erro.
Entretanto, o “Yahoo!” esclareceu que as suas normas internas não permitem a reprodução de “conteúdos patrocinados”, e que tudo se tratou de um lapso.
Novembro 21
Após ser contactada pela CJR, a “Benzinga” garantiu que passou a colocar avisos mais explícitos, de forma a evitar incidentes semelhantes no futuro, e promover os valores de transparência e clareza junto dos seus leitores.
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