Os brasileiros têm uma relação negativa com os “media”
Nos últimos anos, tem vindo a registar-se um aumento de ataques à imprensa no Brasil, onde os jornalistas são, frequentemente, alvo de comentários violentos e pejorativos, denunciou Álisson Coelho num artigo publicado na revista “ObjETHOS” e reproduzido no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo Coelho, o aumento da violência contra os profissionais dos “media” prende-se, essencialmente, com uma confusão entre os conceitos de “ataque” e de “crítica”.
Isto porque, conforme indicou Coelho, alguns jornalistas denunciam estar a ser atacados, quando estão apenas a receber críticas dos leitores. Da mesma forma, os atentados deliberados à integridade dos profissionais são, por vezes, ignorados, e confundidos com meras apreciações.
Para este articulista ,o problema é sintomático da relação negativa dos brasileiros com os “media”, que pode ser justificada através de três factores.
O primeiro prende-se com o sistema de críticas mediáticas no Brasil, que se foca, sobretudo, no entretenimento, pelo que os leitores nunca tiveram acesso a um projecto para o acompanhamento, análise e crítica do jornalismo. O segundo, ressalvou o autor, tem que ver com uma lacuna significativa na educação para a literacia mediática, pelo que os brasileiros têm dificuldade em distinguir entre textos jornalísticos e colunas de opinião.
Junho 21
O terceiro factor relaciona-se, por sua vez, com a falta de transparência dos “media”, o que dificulta o exercício crítico assertivo por parte do público, e contribui para o aumento da desconfiança no trabalho editorial.
Neste contexto, Coelho acredita que a sociedade brasileira deve incentivar o sentido crítico dos consumidores de conteúdos mediáticos, contribuindo para uma melhor relação entre a imprensa e os seus leitores, e para a identificação correcta dos ataques aos jornalistas.
Até porque, nas palavras de Ciro Marcondes Filho, a crítica é “um sintoma de sobrevivência”.
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