O jornalista deixou de ser o “operário da notícia”…
Os jornalistas têm que passar a fazer parte da notícia, interagindo com a comunidade e percebendo quais são os interesses das audiências, defendeu Carlos Castilho num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Segundo Castilho, isto é essencial numa época de informação contínua, em que os leitores já não podem confiar em tudo o que lêem nas redes sociais ou, até mesmo, nos jornais.
Por isso mesmo, o autor considera que as redacções devem deixar de perpetuar a “linha de montagem noticiosa”, e enviar colaboradores para as comunidades, de forma a estabelecer contacto com os seus membros.
Anteriormente, recordou Castilho, “o operário da notícia trabalhava em linhas de montagem chamadas redacções onde um ‘porteiro da notícia’ (chefe da reportagem) seleccionava um facto (...) e transmitia-o para o repórter de campo e para o fotógrafo, no caso de um jornal ou revista. Depois, o resultado da investigação era submetido a um editor e a um revisor, que melhoravam o estilo e corrigiam erros gramaticais ou ortográficos”.
Agora, os jornalistas devem abandonar as funções de “operário”, para assumir o papel de “continuum informativo”.
Maio 21
“Hoje, a nova metáfora para a produção jornalística é a do individualismo em rede, ou seja, a grande maioria dos profissionais funcionam como uma unidade autónoma, mas dependendo de algum tipo de grupo, equipa ou colectivo, para que a notícia ou reportagem seja publicada, quase sempre na internet”.
Para Castilho, “o jornalista já não despacha mais a notícia como quem entrega uma encomenda”. Por outro lado, faz parte dela, enquanto “fluxo ininterrupto de informações que circulam entre o público e a realidade”.
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