O impacto da pandemia no jornalismo e o risco global de um “evento de extinção”
O jornalismo enfrenta um nível de ameaças sem precedentes, incluindo um possível "evento de extinção" que deve ser abordado com urgência, revelou o relatório "Jornalismo e Pandemias: Um instantâneo global de impactos", citado por Miguel Ormaetxea num artigo publicado no “site” “Media-tics”.
As conclusões basearam-se nas respostas de um inquérito, realizado junto de 1400 jornalistas.
De acordo com o estudo, a pandemia está a afectar, gravemente, o jornalismo, ao acelerar a quebra nas receitas de publicidade e de circulação, que estão na base na instabilidade financeira de muitos títulos.
Cerca de 17% dos inquiridos disse que as receitas das suas empresas caíram mais de 75% por cento durante os primeiros três meses da pandemia e, além disso, quase 90% dos jornalistas apontou que o empregador tinha implementado medidas de contenção de custos.
Aliás, a maioria dos jornalistas referiu que a maior necessidade dos “media” passa pela a obtenção de financiamento para cobrir custos operacionais.
Por outro lado, o aumento da partilha de conteúdos falsos tem dificultado o trabalho de 28% dos inquiridos, que dizem detectar “fake news” várias vezes por dia. Segundo indicaram os jornalistas, as principais fontes de desinformação são o Facebook (66%), seguido pelo Twitter (42%) e o Whatsapp (35%).
Novembro 20
Da mesma forma, cerca de 46% dos profissionais disseram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com o combate aos conteúdos falsos.
Contudo, nem tudo são “más notícias”. O relatório revelou que 61% dos inquiridos estão mais empenhados na sua função, com cerca de 43% a considerar que o nível de confiança do público aumentou significativamente.
Os autores do relatório concluíram, assim, que é urgente incentivar financiamento por parte do organizações, para que os profissionais consigam continuar a dedicar-se a um jornalismo crítico e independente.
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