O impacto da pandemia força os “media” à reestruturação
A pandemia do coronavírus levantou uma situação paradoxal nos “media”: enquanto, por um lado, os jornais “online” registam um aumento considerável da sua audiência, a sua situação económica é mais crítica do que nunca, devido, em grande parte, ao colapso do investimento publicitário. No caso das publicações impressas, verifica-se uma combinação quebra de vendas com dificuldades nas entregas domiciliárias.
Esta situação foi relatada num estudo intitulado “El impacto de la pandemia en la prensa”, da empresa de consultoria Evoca Imagen. De acordo com esse documento, o sector está também a ser afectado, a curto prazo, pelo cancelamento de eventos, pela promoção de novos produtos digitais, pelo aumento do teletrabalho e da flexibilidade laboral e pela recessão económica .
Outra das consequências do impacto da pandemia passa pela alteração dos hábitos dos consumidores. Segundo indica o estudo, o Covid-19 irá acelerar algumas das tendências do sector. Os “media” terão de dar prioridade às versões digitais, em detrimento do formato em papel, cuja popularidade entrará em declínio.
As empresas editoras poderão liderar a gestão de projectos de outras empresas. Este será o momento ideal para promover e consolidar as exploração no domínio da consultoria e da análise de dados.
Abril 20
Por outro lado, "a necessidade de poupança de custos será outro factor que contribuirá para o trabalho à distância e para a supressão de deslocações e viagens desnecessárias". O trabalho no sector será mais flexível. Esta realidade não impedirá, contudo, que os jornalistas sejam, frequentemente, mais solicitados a desenvolver o seu labor fora das redacções, actuando em jornalismo de investigação, cada vez mais desejado.
Paralelamente à transformação digital, os “media” terão de diversificar os seus modelos de negócio. O modelo de publicidade terá, também, de ser revisto. As assinaturas digitais e a lealdade dos leitores será mais relevante do que nunca.
E, assim, é provável que os “media” comecem a investir na criação de novos produtos informativos, como “podcasts” e “newsletters”. Todas as ofertas serão, altamente pormenorizadas e especializadas, já que o público passou a apreciar jornalismo de “profundidade”, desvalorizando trabalhos superficiais.
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