O “fact-checking” como modelo para contrariar a desinformação
Os governos estão cada vez mais cientes dos perigos da desinformação e a indústria do "fact-checking" está em progressivo crescimento. Com a chegada do novo ano, esperam-se novas fórmulas de manipulação e propaganda, mas, igualmente, mais medidas de combate às notícias falsas. Os regimes autoritários mostram-se, no entanto, implacáveis e exercem restrições à liberdade de imprensa.
Especialistas da escola Poynter Institute for Media Studies reuniram um conjunto de medidas que podem ser as próximas a ser adoptadas para contrariar as "fake news".
No final de 2019, a Tailândia e a Índia lançaram plataformas contra notícias falsas e Singapura aprovou uma Lei de Protecção contra Falsidades e Manipulação Online. Há um número crescente de países a seguir o exemplo. Os especialistas alegam, contudo, que as acções legislativas podem não visar o fim da desinformação, mas, pelo contrário, o reforço da influência estatal na imprensa. De facto, até agora, nenhuma medida provou ser suficientemente eficaz na redução dos níveis de desinformação.
Janeiro 20
Da mesma forma, os autores defendem que é provável que a aliança entre a imprensa e empresas de tecnologia se fortaleça. Multinacionais, como o Facebook, estão muito dependentes dos esforços das organizações de verificação de factos para erradicar a desinformação nas suas plataformas.
De acordo com esta análise, mais empresas vão tentar igualar ou superar o esforço do Facebook. A TikTok, por exemplo, anunciou a proibição da distribuição de desinformação sobre eleições ou outros processos cívicos.
É então natural que, com o progressivo interesse pela verificação de factos, o "fact-checking" se converta numa indústria. Grande parte do esforço para combater a desinformação tem sido alojado em organizações sem fins lucrativos e no meio académico, mas este ano, novas entidades devem aliar-se no projecto para evitar a desinformação, recorrendo, inclusive, à inteligência artificial.
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