O regulador dos “media” neo-zelandeses -- Broadcasting Standards Authority (BSA) -- vai deixar de aceitar queixas sobre a utilização da linguagem Maori, um dos idiomas oficiais daquele país.
Da mesma forma, a BSA incentivou a imprensa a parar de considerar comentários depreciativos neste âmbito.
Esta decisão foi bem recebida por alguns “media”, que consideram que a medida será essencial para a pluralidade informativa do país, e para espelhar a diversidade cultural da Nova Zelândia.
“Parece que estamos numa nova era de radiodifusão na Aotearoa [palavra Maori para Nova Zelândia], onde a utilização da nossa língua -- que é oficial neste país --vai deixar de ser um pretexto para a apresentação de uma queixa formal”, afirmou Mani Dunlop, responsável pela programação da Radio New Zealand, em declarações ao “Guardian Australia”.
“Agora, o desafio é continuar a utilizar o idioma, a mudar narrativas, a diversificar o ecossistema mediático e a espelhar a realidade da Aotearoa na esfera pública”.Apesar de o Maori ser uma das línguas oficiais da Nova Zelândia, a sua utilização dos “media” é, por vezes, criticada por alguns cidadãos, que não dominam o idioma, e que acusam a imprensa de “discriminação”.
Março 21
Contudo, nos últimos meses, os “media” neo-zelandeses começaram a condenar “comentários racistas” sobre a utilização deste idioma.
A título de exemplo, o “site” do “New Zealand Harold” eliminou um artigo de opinião de Michael Bassett, antigo ministro, em que aquele político criticava a “loucura pela cultura Maori”.
A Splann !, meio de comunicação de investigação independente online sediado na Bretanha, França, está a experimentar transformar as suas investigações online gratuitas em livretos...
Um estudo de 2025 da Fundação Gabo mapeou os desertos de notícias em cinco países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. Concluiu que mais de 65% do território...
Um artigo do Instituto Poynter aborda como os jornalistas podem lidar com stress, medo e trauma no trabalho, seja por despedimentos em massa, violência, prisões ou...
Embora se definam apenas como plataformas tecnológicas, as redes sociais influenciam as opiniões pessoais. Os especialistas em comunicação, como Rasmus Kleis Nielsen, autor do artigo News as a...
De acordo com Carlos Castilho, do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém uma parceria, o jornalismo enfrenta, actualmente, dois grandes desafios, nomeadamente,...
Num texto publicado no media-tics, o jornalista Miguel Ormaetxea, reflectiu acerca da receita de publicidade digital dos media, que, em grande parte, fica nas mãos de grandes empresas de tecnologia,...
Num texto publicado na revista ObjETHOS, um dos seus pesquisadores, Raphaelle Batista, reflectiu sobre o papel que o jornalismo teve no Brasil durante 2022, assim como o que deve ser mudado.
Batista...
O Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), um projecto de lei que pretendia “fornecer um 'porto seguro' por tempo limitado para algumas organizações de notícias negociarem...
Algumas organizações criaram um novo guia, Dimensions of Difference, para ajudar os jornalistas a entender os seus preconceitos e a cobrir melhor as diferentes comunidades. Este projecto baseia-se...