A plataforma Blendle é de origem holandesa, fui fundada em 2013 e já serve 650 mil utentes, na Holanda e na Alemanha. Já tem preços tabelados e funciona do modo como explica o Wall Street Journal

“Este serviço tem uma oferta de artigos livres de publicidade, que aparecem na base dos interesses de cada pessoa, ou das preferências de uma equipa editorial. Os leitores verificam o preço dos artigos e escolhem os que pretendem ler. Os artigos de jornal custam entre os 19 e os 39 cêntimos [de dólar], enquanto os de revistas podem ficar entre os 9 e os 49 cêntimos  - segundo o seu fundador, Alexandre Klopping. Os editores dos media aderentes fixam o preço final e ficam com 70% da receita.” (...) 

“A entrada da Blendle no mercado dos EUA, que a empresa já tinha referido no final do ano passado, chega numa altura em que os editores se debatem com a mudança dos modos como os leitores fazem o acesso aos seus conteúdos. Recentemente, os gigantes da tecnologia, como Facebook, Apple e Snapchat, introduziram modos de os editores de notícias alojarem conteúdos nas suas plataformas e partilharem as receitas de publicidade. Com essas dinâmicas em mudança, as empresas de media que se envolveram no lançamento da Blendle estão a entrar mais ou menos na mesma visão: por que não experimentar?” 

Citando ainda o Wall Street Journal:

“Os leitores aderentes da Blendle recebem à partida uma pequena soma para gastar em artigos, no acto da subscrição, e cerca de 20% deles decidem ligar os cartões de crédito para acrescentar mais dinheiro às suas carteiras digitais  - segundo conta Klopping. Os leitores podem também recuperar o dinheiro dos artigos de que não gostaram, e cerca de 10% dos artigos são mesmo ressarcidos.”

 

Mais informação no Wall Street Journal