Liberdade de Imprensa separa democracias de sociedades autoritárias
Como forma de assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Asociación de La Prensa de Madrid (APM) -- com a qual o CPI mantém um acordo de parceria -- promoveu o colóquio “Expressão da Liberdade”, que contou com a presença de Félix de Azúa, Fernando Savater e Mario Vargas Llosa.
Do ponto de vista teórico, o filósofo Fernando Savater tentou explicar o que significa liberdade de expressão. Para Savater, "existem algumas expressões assertivas ou enunciativas, que descrevem o mundo" para as quais "a liberdade de expressão deve funcionar".
Por outro lado, existem formas de expressão performativas, que não descrevem algo, mas que podem espoletar “boas ou más acções ", dependendo do seu contexto. Neste caso, não deve haver refúgio na liberdade de expressão.
Por sua vez, Mario Vargas Llosa valorizou o vínculo entre liberdade de expressão e democracia. Para o jornalista e escritor, “há liberdade de expressão porque há democracia”.
O facto de ser possível expressar diferentes pontos de vista ou diferentes verdades constitui “ um elemento democrático que faz progredir as sociedades e distancia-se de sociedades autoritárias ou totalitárias, onde não existe liberdade de imprensa. E onde os jornais são porta-vozes do Governo ”.
Vargas Llosa alertou, por outro lado, que, actualmente “a liberdade de expressão é muito limitada devido às redes sociais e à tecnologia ”. O romancista falou sobre o uso nocivo das redes sociais, muitas vezes utilizadas para facilitar a partilha de campanhas de desinformação.
Maio 21
Da mesma forma, o professor Félix de Azúa focou a sua participação no poder dos gigantes tecnológicos , que classificou como “perigosos” para a liberdade de expressão.
“Existem alguns ataques que já não partem de instituições políticas ou religiosas, mas de um novo e extremamente perigoso poder.” Para Azúa , “ os actuais inimigos da liberdade de expressão são muito mais poderosos do que os ditadores clássicos” , pelo que considera urgente “começar a combatê-los”.
Posto isto, Fernando Savater apontou a necessidade de legislar a acção das empresas tecnológicas, bem como da educação para a literacia mediática.
Para Savater, é fundamental “educar [os jovens] sobre a utilização dos ‘media’, já que, para este filósofo e escritor, a educação é o melhor antídoto contra a desinformação.
Consumado o despedimento de 15 colaboradores depois da venda da Scientific American, a redução de equipas no The Washington Post, no The Wall Street Journal, na National Public Radio...
A jornalista Milagros Pérez Oliva analisa esta questão num artigo dos Cuadernos de Periodistas da APM (parceira do CPI), que defende que o direito de...
A maioria dos americanos considera a liberdade de imprensa importante para a sociedade, mas existem algumas reservas. É essa a principal conclusão de um novo estudo do Pew Research Center, em...
Embora se definam apenas como plataformas tecnológicas, as redes sociais influenciam as opiniões pessoais. Os especialistas em comunicação, como Rasmus Kleis Nielsen, autor do artigo News as a...
De acordo com Carlos Castilho, do Observatório de Imprensa do Brasil, com o qual o CPI mantém uma parceria, o jornalismo enfrenta, actualmente, dois grandes desafios, nomeadamente,...
Num texto publicado no media-tics, o jornalista Miguel Ormaetxea, reflectiu acerca da receita de publicidade digital dos media, que, em grande parte, fica nas mãos de grandes empresas de tecnologia,...
Num texto publicado na revista ObjETHOS, um dos seus pesquisadores, Raphaelle Batista, reflectiu sobre o papel que o jornalismo teve no Brasil durante 2022, assim como o que deve ser mudado.
Batista...
O Journalism Competition and Preservation Act (JCPA), um projecto de lei que pretendia “fornecer um 'porto seguro' por tempo limitado para algumas organizações de notícias negociarem...
Algumas organizações criaram um novo guia, Dimensions of Difference, para ajudar os jornalistas a entender os seus preconceitos e a cobrir melhor as diferentes comunidades. Este projecto baseia-se...