Na última década, os jornalistas norte-americanos criaram mais de 200 sindicatos, dos quais cerca de 90% foram bem sucedidos nos seus objectivos, apontou Angela Fu num artigo publicado no “site” do Instituto Poynter.
De acordo com Fu, este movimento chegou a todas as áreas do jornalismo, incluindo a imprensa escrita, as televisões, rádios e, também, as publicações digitais. Com isto, os profissionais têm procurado defender os seus interesses e direitos.
As principais razões citadas pelos membros para a criação dos sindicatos foram os salários baixos, a desigualdade salarial e poucos benefícios profissionais.
Além disso, alguns jornalistas de jornais digitais foram motivados pela necessidade de uniformização das linhas editoriais.
“Há alguns anos, o trabalho em publicações digitais era considerado algo temporário, era apenas uma paragem antes de chegar a um jornal impresso ou a uma emissora televisiva ”, disse Writers Guild, especialista em “media”. “Agora, os jornalistas querem viabilizar estes empregos”.
Ademais, outros profissionais dos “media” querem garantir que continuam a exercer jornalismo, em detrimento de “conteúdo patrocinado” -- que é, agora, uma fonte popular de receitas em jornais impressos e digitais.
“Os jornalistas estão preocupados com a qualidade do seu trabalho”, acrescentou Mary Cavallaro, responsável pela “SAG-AFTRA News”.
Julho 21
Os profissionais dos “media” e os dirigentes sindicais acreditam, assim, que o fim do movimento está longe, já que, perante a pandemia, os "layoffs" passaram a ser práticas comuns, juntamente com a redução dos salários.
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