Jornalistas em dificuldade para cobrir processo de vacinação no Brasil
Os profissionais dos “media” têm manifestado dificuldade em realizar a cobertura noticiosa do processo de vacinação no Brasil, devido à falta de transparência nos dados divulgados por fontes oficiais, afirmou o colectivo RedeComCiência num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, com o qual o CPI mantém um acordo de parceria.
De acordo com aquele colectivo, um dos principais problemas denunciados pelos jornalistas brasileiros consiste na divulgação preliminar de informações sobre a eficácia de determinadas vacinas, sem incluir alguns dados importantes, como o intervalo de confiança.
Assim, perante a ausência de “dados brutos” a imprensa fica impossibilitada de apresentar informações sobre eficácia global da vacina.
Outro exemplo citado pelos profissionais dos “media”, assinalou a RedeComCiência, é a dificuldade em estabelecer contacto com a comunidade científica, que, por vezes, concede a exclusividade de acesso aos seus estudos a uma determinada publicação.
Desta forma, as restantes publicações ficam sujeitas à análise publicada pelo título seleccionado pelos cientistas, sem terem a possibilidade de escrutinar o documento original, ou de apresentar um ponto de vista diferente sobre a mesma informação.
Além disso, notou aquele colectivo, os laboratórios brasileiros têm-se demonstrado pouco transparentes quanto ao processo de distribuição das vacinas no país.
Setembro 21
Assim, recorda a RedecomCiência, os jornalistas são, permanentemente confrontados com questões éticas, já que, por um lado, são obrigados a divulgar todas as informações a que têm acesso, mesmo sabendo que, por outro lado, qualquer falha na cobertura mediática sobre o processo de vacinação pode resultar no crescimento dos movimentos negacionistas.
Desta forma, a RedeComCiência recorda a importância de uma comunicação transparente entre autoridades de saúde e os “media”, tanto para o nível de confiança dos leitores na imprensa, como para a segurança de todos os cidadãos.
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