Jornalistas devem seguir estratégias de saúde mental
Os jornalistas são uma classe profissional propensa a desenvolver doenças do foro psicológico, já que, para desempenharem as suas funções, podem ser expostos a situações traumáticas.
Esta propensão foi, agora, exacerbada perante a pandemia, pois alguns profissionais do sector tiveram de cobrir acontecimentos em zonas de alto contágio, ou perderam parte do seu rendimento, devido aos regimes de “lay-off”.
Como tal, muitos jornalistas têm mantido contacto com profissionais de saúde, de forma a desenvolverem mecanismos de defesa.
A jornalista Taylor Blatchford tratou de reunir, num artigo do “site” do Instituto Poynter, algumas destas estratégias, que podem ser aplicadas no interior de qualquer redacção.
Blatchford sugere, por exemplo, que as redacções desenvolvam planos de cooperação, de forma a permitirem que, durante o horário de trabalho, os jornalistas consigam intercalar períodos de investigação, com pausas para exercício físico ou de descanso.
Além disso, a autora sugere que os editores atribuam uma única tarefa a mais do que um jornalista, para que os profissionais possam trocar impressões, e para que a carga de trabalho seja menos intensa e “stressante”.
Outubro 20
Ademais, perante os surtos pandémicos, Blatchford sugere que as empresas mediáticas encontrem alternativas a reuniões presenciais, para diminuir a exposição dos colaboradores e, consequentemente, a sua ansiedade.
Blatchford reitera, ainda, que as empresas mediáticas devem incentivar os jornalistas a encontrarem ferramentas que se enquadrem no seu perfil psicológico e emocional, para lidarem, mais eficazmente, com sentimentos de incerteza.
Da mesma forma, os profissionais dos “media” deverão informar-se sobre questões de saúde mental, para poderem identificar sintomas que possam vir a desenvolver-se.
Neste contexto é, também, importante ter uma lista de possíveis recursos de emergência, como medicação ou grupos de apoio.
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