Jornalismo universitário como alternativa à profissão
Para muitos jornalistas, o percurso profissional inicia-se após a conclusão de um curso universitário, através da realização de um estágio e acompanhamento de veteranos.
Contudo, nos Estados Unidos, alguns jovens dão os primeiros passos no jornalismo enquanto adolescentes.
No início de 2021, todas as publicações jornalísticas das Universidades de Ivy League eram dirigidas por mulheres. E, de acordo com o jornal “The Daily Princetonian”, da Universidade de Princeton, o percurso destas estudantes começou mesmo antes do ingresso no ensino superior.
Hadriana Lowenkron e Sarah Braka, editoras-executivas do “Daily Pennsylvanian” e do “Columbia Daily Spectator”, respectivamente, começaram a fazer reportagens enquanto alunas no ensino secundário.
Este primeiro contacto com o jornalismo fez com que as jovens quisessem continuar ligadas à profissão, enquanto universitárias.
“Foi o ponto alto do meu ensino secundário”, confessou Braka. “Quando ingressei em Columbia e comecei a ler os artigos do ‘Spectator’ soube, imediatamente, que queria juntar-me ao projecto”.
O mesmo aconteceu com Amanda Su, editora-executiva do “Harvard Crimson”, que começou a colaborar com o jornal da escola secundária por convite de uma professora.Mesmo com um percurso semelhante no jornalismo estudantil, nenhuma destas jovens esperava chegar à posição mais alta dos jornais para os quais colaboram.
Abril 21
A maioria começou por escrever peças para a coluna de opinião ou por redigir artigos sobre os acontecimentos no “campus”.
Aliás, Kayla Guo, actual responsável pelo “Brown Daily Herald”, começou por integrar o “painel de diversidade” do jornal.
Embora estas jovens tenham responsabilidades acrescidas, de âmbito administrativo, dizem-se felizes por poder supervisionar projectos de jornalismo universitário.
“Gosto de ter a possibilidade de conhecer, aconselhar, e estabelecer amizade com muitos colegas”, afirmou Guo. “Consigo ler quase todas as histórias que são publicadas e acho isso incrível”.
Ainda assim, as jovens profissionais admitem que esta é uma posição desafiante.
“Tenho que manter uma relação próxima com diversos departamentos”, disse Emma Treadway, do “Daily Princetonian”. “Todos têm ideias diferentes, o que pode ser difícil, porque quero que todos sejam ouvidos”.
Estas estudantes preocupam-se, igualmente, com o futuro do jornal e da comunidade universitária.
Neste sentido, as jovens têm procurado assegurar a transparência das publicações, bem como a representatividade de todos os alunos do “campus”.
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