Jornalismo especulativo ganha cada vez mais terreno
O jornalismo especulativo está a ser cada vez mais adoptado, mesmo pelos “media” de referência, como acontece, por exemplo, com o “The New York Times”, que não raramente alia factos a narrativas a ficcionais para tentar prever o futuro.
O jornal, aliás, lançou recentemente uma coletânea de artigos na qual procura traçar consequências vindouras do desenvolvimento científico e tecnológico.
A tendência divide a opinião dos críticos. Os apoiantes desse modelo consideram que a junção da realidade com ficção é essencial para que os leitores consigam perceber e imaginar práticas que ainda não são reais, mas que podem vir a sê-lo. Por outro lado, os oponentes dizem que se trata de jornalismo “preguiçoso”, sustentando que os repórteres se limitam a tentar adivinhar o que pode acontecer em vez de informar sobre o que já aconteceu.
Janeiro 20
Sam Greenspan é um dos nomes de referência do jornalismo especulativo. O antigo produtor de televisão criou um “podcast” onde informa sobre factos que dizem respeito a temas como a inteligência artificial, mas que são narrados por personagens fictícias da sua própria autoria.
A revista independente “High Country News”, por sua vez, publicou uma edição dedicada a esta nova corrente jornalística, na qual os redactores tentaram imaginar como será o mundo ocidental em 2068. O principal foco desse número foram as alterações climáticas.
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