Irão persegue jornalismo independente por causa do coronavírus
Com o Covid-19 a atingir, fortemente, o Irão as autoridades têm-se mostrado implacáveis contra os “media” independentes, impedindo-os de divulgar informação fidedigna sobre os impacto do surto no país.
Aqueles que questionam, publicamente, os relatórios do governo são perseguidos e detidos. As notícias que contradizem as declarações do governo são censuradas e alguns jornalistas são, mesmo, obrigados a desmentir os seus comentários e reportagens.
Pelo menos um repórter foi forçado a apagar um “post” na rede social Twitter, substituindo-o por um pedido de desculpas formal às autoridades iranianas.
“A gravidade da pandemia não está a ser devidamente reportada”, confirmou o jornalista Mehdi Yahyanejad à “VOA News”. “Os jornalistas independentes não podem reportar, livremente, a situação. O escrutínio está, ainda, mais apertado para aqueles que criticam as acções do governo”.
Março 20
De acordo com fontes da “VOA News” os jornalistas só estão autorizados a citar relatórios oficiais do governo. Além disso, o livre acesso a informação tem sido, fortemente, restringido, e as reportagens de investigação foram proibidas.
De acordo com relatórios da Freedom House, o direito à liberdade de imprensa não está previsto na Constituição iraniana. A liberdade de opinião e de expressão são limitadas e todos devem compactuar com as decisões estatais.
As autoridades impõem duras penas de prisão a quem não obedeça à ordem estabelecida e todos os jornalistas devem estar munidos de credenciais oficiais, que são, regularmente, suspensas ou revogadas. As agências estrangeiras são permitidas, mas trabalham sob intenso escrutínio.
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