Guia emocional para consultar notícias na era digital…
Seguir as notícias na era digital pode ser desafiante, especialmente quando os leitores são confrontados com as constantes atualizações sobre a crise pandémica, e sobre conflitos armados.
Perante este cenário, a psicóloga Jenny Taitz preparou, juntamente com o “New York Times”, um guia dirigido aos consumidores de informação, para que este processo seja menos “stressante”, e para que continuem a ter uma percepção positiva sobre o mundo que os rodeia.
Em primeiro lugar, Taitz recomenda que os leitores analisem as suas emoções, sempre que algum artigo lhes cause algum desconforto ou preocupação, e que lhes atribuam um “rótulo”.
De acordo com a psicóloga, este processo pode ajudar a reduzir o impacto de uma determinada sensação, tanto a nível físico, como a nível mental.
No entanto, sublinha a especialista, estas emoções não devem ser retraídas, uma vez que isto pode resultar numa intensificação dos sentimentos. A melhor forma de lidar com o problema, diz Taitz, é ter em conta que as nossas sensações flutuam facilmente e que, aquilo que nos parece gigantesco num momento, poderá ser insignificante no instante seguinte.
Além disso, afirma Taitz, não temos de nos mostrar empáticos perante todos os acontecimentos trágicos sobre os quais lemos. Aliás, é preciso ter em conta a diferença entre estar ciente de um determinado evento, e mergulhar no mundo que o envolve.
Outra maneira de lidar com os acontecimentos noticiosos, diz a psicóloga, é falar dos mesmos com uma linguagem menos negativa, evitando validar as manchetes com conotação trágica ou sensacionalista.
Julho 22
A especialista recomenda, ainda, que os consumidores de informação invistam em práticas que lhes tragam alegria, para que possam experienciar emoções positivas, ainda que o mundo esteja a atravessar um período de crise.
Por fim, Taitz apela aos leitores que tracem limites, o que pode significar estabelecer um horário para consultar as notícias, de forma a que esta prática não ocupe uma manhã, ou um dia inteiro.
Tudo isto pode ajudar os cidadãos a manterem-se alerta da realidade, sem caírem em espirais de desespero.
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