Todo sector de produção de notícias está em declínio e isso não acontece por haver falta de interesse nas notícias. As pessoas continuam a querer e a procurar notícias. Mas o volume e as receitas de anúncios que costumavam fluir para a imprensa, agora vão para o Facebook, com uma receita anual superior a 60 mil milhões de dólares e para a Google, que arrecada mais de 110 mil milhões.

A Google possui oito produtos com mais de um bilião de utilizadores e o Facebook quatro com mais de um bilião. Com um modelo de negócio bastante complexo, procuram colocar anúncios diante do cliente enquanto, este, comunica ou procura algo que deseja.

Os dois gigantes digitais precisam de editores, mas não precisam de nenhum editor específico. Por outro lado, todo o editor precisa desesperadamente da Google e do Facebook para colocar o seu conteúdo junto dos leitores. O desequilíbrio de poder é grande.

Assim podem seduzir ou forçar, através de uma série de acordos, numerosos editores a entregar dados sobre os seus públicos e a sujeitarem-se a opções de formatação específicas. Os dois gigantes competem com os editores pela receita publicitária.

O efeito líquido dessa estrutura de mercado é que, a imprensa pode produzir notícias, mas a maior parte da receita de publicidade gerada pelos consumidores vai para o Google e o Facebook, que assim ganham dinheiro com o trabalho de terceiros , o que é injusto e anticompetitivo, afirma Matt Stollernum.


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