Faleceu Helena Marques jornalista e escritora premiada
Morreu, aos 85 anos, a jornalista e escritora Helena Marques, antiga directora-adjunta do “Diário de Notícias”, sendo director Dinis de Abreu.
Helena Marques começou o seu percurso no jornalismo no “Diário de Notícias do Funchal”. Destacou-se, depois, no “Diário de Notícias”, onde foi a primeira mulher a exercer funções de chefe de redacção e directora-adjunta. Durante a sua carreira, passou, ainda, pelos jornais “A Capital”, “República” e “A Luta”.
Em 1992, com 56 anos, fez a sua estreia como escritora, com o Romance “O Último Cais”, um livro aclamado, que lhe valeu vários prémios.
Em entrevista à Agência Lusa, a autora revelou, a certa altura, que, no processo, teve de libertar-se da escrita jornalística, para encontrar a sua voz literária, que precisava de tempo, silêncio e dedicação exclusiva. Foi, no entanto, o jornalismo que a ensinou a "olhar, a não ter preconceitos e a tentar entender os outros".
Dois anos depois, lançou o romance "A Deusa Sentada" (1994), a que se seguiram "Terceiras Pessoas" (1998) e "Os Íbis Vermelhos da Guiana" (2002).
Em 2007, publicou o conjunto de contos "Ilhas Contadas" e, três anos depois, em 2010, editou o seu último livro, "O Bazar Alemão".
Outubro 20
A sua obra está traduzida para alemão, italiano, castelhano, grego, romeno e búlgaro.
Dinis de Abreu recorda Helena Marques como uma jornalista de invulgar sensibilidade que integrou a direcção do “Diário de Notícias” numa fase complexa da sua existência.
“Formámos uma boa equipa e contei sempre com a sua lealdade em momentos de maior turbulência”.
Embora, nessa época, o DN estivesse no sector público, “o que trouxe não poucas vicissitudes ao jornal, Helena Marques partilhou, com grande firmeza, a minha preocupação de preservar a independência do título”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou, entretanto, a morte da jornalista, salientando que o seu percurso marcou “a crescente presença das mulheres no jornalismo português”.
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