Facebook explica com “erro técnico” o bloqueio de páginas na rede australiana
O Facebook foi acusado de tentar travar a aprovação de uma lei australiana através do bloqueio, intencional, de páginas do governo e de serviços de emergência, em plena crise pandémica, de acordo com o “Wall Street Journal”.
Conforme recordou o “Monde”, este bloqueio aconteceu em Fevereiro de 2021, quando a rede social de Mark Zuckerberg iniciou um protesto contra um novo projecto-lei, que viria impor às plataformas digitais que pagassem aos “media” pela utilização dos seus conteúdos.
Na altura, o Facebook garantiu que iria, apenas, suspender o acesso dos cidadãos australianos a artigos noticiosos partilhados naquela rede social. Contudo, as páginas do governo ficaram, também, bloqueadas.
Agora, o “WSJ” partilhou documentos com as declarações prestadas junto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores, sugerindo que os bloqueios foram intencionais.
Ou seja, de forma a pressionarem o governo australiano a desistir da nova lei, os colaboradores do Facebook terão desenvolvido um novo algoritmo que, além de suspender as páginas mediáticas, condicionou, igualmente, o acesso a páginas de serviços essenciais.
“Ficou claro que não estávamos a cumprir a lei, uma vez que atacámos instituições públicas e serviços de emergência”, explicou uma das testemunhas, que integrava a equipa daquela rede social.
Após cinco dias de protesto, o Facebook acabou por respeitar as intenções do governo australiano, aceitando estabelecer acordos com os Grupos de “media” nacionais. Poucas horas depois, tanto as páginas de publicações informativas, como as páginas de instituições oficiais, voltaram a estar disponíveis.
Maio 22
O Facebook reagiu, entretanto, à investigação do “Wall Street Journal”, negando as acusações.
“Não tínhamos intenção de condicionar a actividade das páginas governamentais. O nosso trabalho foi afectado por um erro técnico”, assegurou um porta-voz, acrescentando que “qualquer alegação em contrário é, categoricamente, falsa”.
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