Edição especial de “Charlie Hebdo” esgota nas bancas francesas
A edição especial da revista satírica “Charlie Hebdo” -- dedicada ao julgamento do ataque terrorista de 7 de Janeiro de 2015,-- foi, especialmente, bem recebida pelos leitores franceses, ao esgotar no primeiro dia.
A versão foi, depois, reimpressa, com mais 200 mil exemplares distribuídos, dias depois, pelas bancas.
Para o “cartoonista” Juin, que se juntou a “Charlie Hebdo” após o atentado, “isto mostra que somos apoiados, que a liberdade de expressão, o secularismo e o direito à blasfémia não são valores obsoletos e que são apoiados pelo povo francês, que escolheu comprar esta edição".
A capa do jornal contém as gravuras de Maomé publicadas, inicialmente, pelo jornal dinamarquês “Jyllands-Posten”, em 2005, e, também, uma caricatura desenhada por Cabu, morto no atentado.
Setembro 20
A redacção de Charlie Hebdo considerou estes “cartoon” como "provas", que precisavam de ser revistas, uma vez que o julgamento dos ataques de Janeiro de 2015, incluindo o que atingiu Charlie Hebdo, foi aberto em Paris, em 2 de Setembro. "As pessoas viram que havia algo em jogo (...) e quiseram afirmar a sua posição”.
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