… E Reino Unido desce no “ranking” devido ao assassinato de jornalista irlandesa
O Reino Unido desceu dois lugares no “ranking” de liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF). A atribuição da 35ª posição deve-se, em grande parte, ao assassinato da jornalista irlandesa Lyra Mckee.
McKee foi morta em Abril passado, na sequência de um tiroteio em Londonderry, na Irlanda do Norte, que foi investigado pela polícia como um “incidente terrorismo”. Segundo as autoridades irlandesas, Lyra morreu depois de ter sido atingida por uma bala perdida durante os confrontos entre o ‘Novo IRA’ e a polícia.
A directora dos RSF no Reino Unido, Rebecca Vincent, afirmou que a organização ficou em choque ao concluir que os jornalistas de Belfast estão entre os repórteres de maior risco no Reino Unido. Assim, comprometeu-se a divulgar os actos de violência, que ocorrem nestas cidades, contra os profissionais dos “media”.
Abril 20
No relatório, os RSF destacaram, ainda, a condenação a 50 semanas de prisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, por violação das condições de fiança.
O “ranking” anual dos RSF baseia-se num inquérito realizado junto de especialistas “media” locais, que avaliam questões como o nível de independência da imprensa, a transparência e a qualidade das infra-estruturas de apoio à produção de notícias e informação.
A Malásia e as Maldivas registaram os maiores aumentos no índice de 2020, após as recentes mudanças de governo, seguidas pelo Sudão, que subiu 16 lugares para 159º lugar, após a destituição do Presidente. O maior declínio registou-se no Haiti, onde os jornalistas foram frequentemente alvo de agressões em todo o país.
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