… E correspondentes estrangeiros na Bielorrússia com credenciais anuladas
As autoridades da Bielorrússia anularam as credenciais de todos os correspondentes de “media” estrangeiros, anunciando que estes devem apresentar um novo pedido.
Esta é a mais recente medida das autoridades bielorrussas contra jornalistas, durante a vaga de protestos contra o Presidente, Alexander Lukashenko, que iniciou o sexto mandato, mas que não é reconhecido pela comunidade internacional.
“Na situação actual, somos forçados a exercer o nosso direito soberano e aplicar as medidas de protecção necessárias”, pode ler-se no comunicado do Ministério de Negócios Estrangeiros da Bielorrússia.
De acordo com a Associação de Jornalistas da Bielorrússia, desde o início da campanha presidencial, deste ano, foram detidos 207 jornalistas. Além disso, em Agosto, alguns jornalistas estrangeiros foram expulsos.
Outubro 20
“As autoridades querem evitar que jornalistas dentro e fora do país informem sobre os protestos que não diminuem há dois meses”, afirmou Boris Goretsky, vice-presidente da associação de jornalistas.
Em 2020, a Bielorrúsia posicionou-se em 153º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF), que avalia um total de 180 países.
De acordo com os relatórios daquela organização, todos os canais televisivos são controlados pelo Governo, bem como a maioria das publicações impressas e “online”.
Além disso, os jornalistas independentes são, frequentemente, alvo de ataques de perseguições.
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