… E a UNESCO aponta risco de cobertura de manifestações
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO), identificou, entre 2015 e 2020, cerca de 120 situações de agressão ou prisão de jornalistas, durante a cobertura de manifestações.
Além disso, os mesmos dados da UNESCO indicam que, nessas mesmas circunstâncias, foram assassinados, pelo menos, dez profissionais.
Ademais, os governos e as forças policiais são os principais agentes de agressão, utilizando tácticas que violam leis e normas internacionais acordadas, há vários anos, no âmbito de várias instituições multilaterais.
Nas palavras de Audrey Azoulay, Directora-Geral da UNESCO, "o trabalho dos jornalistas é essencial para informar e sensibilizar o público sobre os movimentos das manifestações. Há muitos anos que a UNESCO tem lutado para que os jornalistas possam desempenhar as suas funções com segurança e sem medo de perseguições”.
Setembro 20
Contudo, acrescentou a responsável, "os números recolhidos neste relatório mostram que são necessários esforços muito maiores”, apelando, ainda, “à comunidade internacional e a todas as autoridades relevantes” que assegurem o cumprimento destes direitos fundamentais.
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