Debate em Espanha quer desmistificar notícias falsas
É essencial criar cursos de literacia mediática para combater a desinformação “online”, concluíram os participantes no segundo dia do ciclo de debates FAPE-Repsol 2022, que juntou diversos especialistas em “media”.
De acordo com Laura Del Río , coordenadora do curso de alfabetização mediática do “Maldita.es” e moderadora do debate, “os cursos são essenciais tanto para crianças e adolescentes, como para os adultos”.
Isto porque, conforme recordou Del Río, “nunca foi tão fácil partilhar desinformação, e manipular mensagens, áudios e vídeos”.
Já Paula Herrero, professora da Universidade Loyola de Sevilha, sublinhou que o principal foco da educação mediática devem ser as crianças, já que alguns estudos demonstraram que “os mais jovens são os alvos perfeitos para as notícias falsas”.
Herrero alerta, ainda, que o contacto com a desinformação pode ter consequências nefastas para crianças e adolescentes, tais como “stress”, ansiedade, e outros problemas do foro psicológico.
Por sua vez, Nereida Carrillo, promotora da iniciativa “Learn to Check” , disse que “o maior desafio da alfabetização mediática é estendê-la a todos”.
“Os jornalistas, os verificadores de factos e os professores estão a trabalhar para melhorar os níveis de literacia noticiosa. Contudo, ainda não há um compromisso de certas entidades para com esta causa”, disse Carrillo.
Maio 22
Outra das participantes, Laura López Romero , professora da Universidade de Málaga e coordenadora provincial do Grupo Comunicar, considerou que a “educação mediática é essencial para desenvolver uma visão crítica”.
Por fim, Xurxo Torres , CEO do Grupo de comunicação Torres y Carrera, sublinhou a importância de “recuperar a verdade”, para que não vivamos “num mundo de ficção”.
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