A falta de liderança política é o principal impedimento para a melhoria da segurança dos jornalistas, denunciou o Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ), no Índice de Impunidade Global.
Esta edição do relatório foi, novamente, liderada pela Somália (1º lugar), Síria (2º), Iraque (3º) e Sudão do Sul (4º), onde os jornalistas são vítimas de conflitos armados ou instabilidade política.
De Setembro de 2010 a 31 de Agosto de 2020, a Somália contabilizou 26 homicídios contra jornalistas, que não foram condenados, contra 22 casos na Síria, 21 no Iraque e cinco no sul do Sudão. O Afeganistão ocupa o 5º lugar, com 13 casos.
O relatório focou, ainda, a debilidade institucional e a corrupção de países como o México (6º), as Filipinas (7º) e o Paquistão (9º), que, de acordo com o CPJ, reforçam a impunidade dos homicidas.
O CPJ destacou, no Paquistão, um "processo judicial surpresa", que representou um retrocesso num caso de homicídio, iniciado em 2002, e alertou para a lentidão judicial nas Filipinas.
O Brasil ocupa a 8º posição do Índice, que se completa com o Bangladesh (10º), Rússia (11º) e Índia (12º).
Nos últimos dez anos foram assassinados 277 jornalistas. Em mais de 80% dos casos, os homicidas saíram em liberdade.
Outubro 20
O Índice de Impunidade Global do CPJ calcula o número de assassinatos de jornalistas não resolvidos, como uma porcentagem da população de cada país.
Para o relatório deste ano, o CPJ analisou homicídios de jornalistas ocorridos entre 1º de Setembro de 2010 e 31 de Agosto de 2020,e que permanecem sem solução.
Apenas os países com cinco ou mais casos não resolvidos estão incluídos no índice.
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