Como a desinformação pode ser um negócio de imprensa
O jornal norte-americano “Epoch Times”, conhecido por partilhar teorias da conspiração, está a expandir a sua acção para diversos países, através da tradução dos seus artigos.
Mais concretamente, este título funciona, agora, através de duas plataformas distintas: a original -- que disponibiliza conteúdos em 22 idiomas, incluindo vietnamita, persa e hebreu --, e a recém lançada “Tierra Pura”, que visa chegar a audiências de língua espanhola e portuguesa.
Segundo noticiou a jornalista Laura Hazard Owen num artigo publicado no “Nieman Lab”, a “Tierra Pura” -- com sede na Argentina -- é um exemplo de como a desinformação gerada num país pode, facilmente, chegar a outras nações, através de uma língua comum.
É importante notar, contudo, que o “Epoch Times” não assumiu a responsabilidade editorial do “Tierra Pura”.
Ainda assim, alguns analistas de “media” conseguiram estabelecer a ligação entre os dois “sites”, já que os conteúdos da plataforma argentina são traduções, exactas, do “Times”.
Fevereiro 21
Owen assinala, assim, que além de conseguir partilhar desinformação para diversos países, o “Epoch Times” está, em alguns dos casos, a escapar à responsabilização legal pela publicação de “fake news”.
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