“Columbia Journalism Review” publica retrospectiva do ano
A poucas semanas do final de 2020, muitos títulos começaram a publicar retrospectivas sobre este ano tão atípico, e repleto de acontecimentos de relevância pública. E o “site” da “Columbia Journalism Review” não foi excepção.
Num editorial, a jornalista Betsy Morais recordou alguns dos incidentes mais marcantes dos últimos 12 meses, enfatizando os efeitos da pandemia no sector dos “media” e algumas boas notícias sobre o futuro da imprensa.
De acordo com Morais, durante a Primavera, as questões climáticas estiveram em destaque. Neste âmbito, os jornalistas da “Columbia Journalism Review” focaram, por exemplo, a relação entre a crise ambiental e a energia atómica.
Perante esta realidade, os colaboradores da “CJR” apelaram, ainda, aos colegas de profissão que se mantivessem fiéis aos factos.
Depois, veio o Verão, que foi marcado pelas manifestações sociais nos Estados Unidos. Durante esta época -- apontou Morais -- os cidadãos alteraram os seus hábitos de consumo, e passaram a informar-se, principalmente, através dos noticiários televisivos, em detrimento da imprensa escrita.Com o aproximar do Inverno, a “CJR” dedicou-se a relatar o agravamento da crise dos “media” e as estratégias adoptadas pelos editores.
Dezembro 20
A “CJR” focou, da mesma forma, as alterações do “modus operandi” de certos profissionais, que abandonaram os empregos para se dedicarem a projectos individuais, no formato de “newsletters”.
Além disso, houve algumas boas notícias a registar, já que os negócios locais mostraram sinais de resistência.
A título de exemplo, Abe Strap contou a história de um director de um jornal comunitário, no Estado do Colorado, que angariou fundos pecuniários através do governo local.
Houve, ainda, outros títulos que conquistaram o apoio comunitário, ao partilharem informações cruciais para a saúde pública.
A autora conclui, assim, que os jornalistas conseguiram crescer no meio da adversidade e que as lições retiradas em 2020 poderão ser aplicadas no futuro.
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