Ciências da Informação da Universidade Complutense celebram 50 anos a formar jornalistas
A Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense de Madrid celebrou, recentemente, o seu 50º aniversário.
Enquanto primeira escola de Jornalismo de Espanha, esta faculdade procurou investir no ensino prático, de forma a contribuir para a especialização dos seus alunos, e a prepará-los para um percurso profissional de sucesso na indústria jornalística.
Agora, como forma de assinalar esta efeméride, num artigo publicado nos “Cuadernos de Periodistas”, editados pela APM, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria, alguns dos decanos e ex-reitores desta faculdade recordaram as principais conquistas e inovações registadas ao longo das últimas cinco décadas.
Neste texto, José Luis Varela, reitor da Faculdade de Ciências da Informação da UCM de 1976 a 1977, relembrou que, à época, procurou garantir a independência daquela escola e dos seus docentes, relativamente ao governo espanhol.
Da mesma forma, este profissional focou-se na inovação do programa curricular dos diferentes cursos da Faculdade de Ciências da Informação, como forma de o manter a par das exigências do mercado espanhol da década de 1970.
Isto incluiu, por exemplo, a introdução de unidades curriculares práticas, tais como Fotografia, e Formação Inicial para a Redacção de Artigos.
Através destas medidas, José Luis Varela tentou, em suma, democratizar o sistema universitário, numa altura em que Espanha se adaptava a uma nova realidade, no panorama do pós-Franquismo.
Mais tarde, entre 1990 a 1998, foi a vez de Javier Fernandez Del Moral assumir a reitoria daquela Faculdade.
Este ex-reitor recordou que aquela época foi marcada por um enorme dinamismo do corpo docente, bem como pela introdução de novas disciplinas práticas.
Isto resultou, de acordo com aquele académico, num número recorde de inscrições na Faculdade.
Fevereiro 22
Já Javier Francisco Davala, reitor entre 1998 a 2009, elogiou, por sua vez, “a diversidade de licenciaturas, mestrados e doutoramentos nas actuais profissões de Jornalismo, Comunicação Audiovisual, Relações Públicas e Publicidade”, que permitiram à Faculdade de Ciências da Informação percorrer “caminhos educativos modernos e criativos, longe do conforto e da habituação”.
Por fim, Carmen Pérez de Armiñán, decana da Faculdade de Ciências da Informação da UCM de 2009 a 2017, falou sobre a sua experiência numa escola de jornalismo em plena revolução digital.
Este panorama, recordou Pérez de Armiñán, levou a faculdade a comprar novos equipamentos, e a supervisionar o lançamento de projectos inovadores, tais como a criação de uma rádio digital, gerida pelos próprios alunos.
“O trabalho foi intenso, mas as mudanças e melhorias foram notáveis”, disse.
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