China tenta censurar notícias sobre crise de alimentos e medicamentos em Xinjiang
Com o objectivo de silenciar as queixas pela falta de alimentos e medicamentos, na sequência do confinamento em Xinjiang, os censores chineses têm “inundado” os meios de comunicação do país com publicações que desviam a comunidade dessas questões, noticia o The Guardian.
Os média chineses têm recebido diversas queixas da população, acerca da escassez vivida, mas, de acordo com o China Digital Times, foi dito aos censores para criarem conteúdos de forma a “mascarar” esta questão.
Assim, as notícias passaram a ser sobre assuntos de faits divers, como a vida doméstica, a paternalidade diária, culinária, ou o estado de espírito das pessoas.
Vivem, naquela prefeitura autónoma, cerca de 4,5 milhões de pessoas e, desde Agosto, que se encontram em confinamento. Os relatos começaram a chegar, suscitando centenas de milhares de comentários e mensagens.
Além da questão dos alimentos e medicamentos, há relatos em que mulheres grávidas não puderam entrar no hospital, mães e bebés recém-nascidos impedidos de regressar às suas residências e idosos que foram rejeitados nos hospitais.
Setembro 22
A situação antecedeu uma reunião política “extremamente significativa” e, por isso, os esforços para abafar estas questões aumentaram.
Em 180 países, a China ocupa o 175º lugar no “Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa” realizado pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
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