Aumenta a insegurança no jornalismo de guerra na Ucrânia…
A cobertura noticiosa no conflito russo-ucraniano está a ficar cada vez mais imprevisível e perigosa.
Recentemente, um jornalista norte-americano foi morto por militares russos, enquanto tentava reportar sobre a crise de refugiados, conforme referimos noutro espaço deste “site”. Além disso, dias antes, um correspondente britânico, da Sky News, ficou ferido, depois de um ataque à mão armada.
Estes incidentes marcam os primeiros ataques contra correspondentes estrangeiros. No entanto, desde o início do conflito que alguns jornalistas ucranianos, cientes dos riscos, têm exercido as suas funções a partir de “bunkers”.
Ademais, e apesar das medidas acrescidas de protecção, um jornalista ucraniano, Yevhenii Skaum, morreu na sequência de um ataque aéreo à torre de emissão do canal Live.
Ainda assim, os enviados especiais continuam a assegurar a cobertura informativa da guerra.
Em Portugal, a maioria dos jornais dá destaque às consequências do conflito, a propósito do ataque aéreo a uma base militar da NATO, em Lviv, a 20 quilómetros da fronteira com a Polónia.
Neste sentido, os “media” sublinharam a resposta dos Estados Unidos ao incidente, uma vez que o governo norte-americano afirmou que iria responder militarmente, caso a guerra "resvalasse'' para território da NATO.
Outro dos temas em relevo são as negociações entre a Rússia e a Ucrânia, uma vez que os representantes de ambos os países acreditam que estas conversações podem trazer resultados "numa questão de dias".
Já os jornais digitais continuam a acompanhar o conflito ao minuto, informando sobre o número total de vítimas, sobre os ataques aéreos, e sobre as consequências financeiras e sociais da guerra.
Março 22
O mesmo acontece nos Estados Unidos, com os correspondentes internacionais a assegurarem actualizações constantes, apesar da crescente insegurança.
Neste âmbito, o canal MSNBC recordou a importância do jornalismo em situações de conflito, como forma de alertar para os perigos que os cidadãos enfrentam.
Numa entrevista para o boletim noticioso da MSNBC, o jornalista Terrell Jermaine Starr, que está na Ucrânia a cobrir a guerra, disse acreditar que os profissionais dos “media” têm uma “obrigação moral” em informar o público sobre os acontecimentos bélicos.
“A minha missão é estar aqui, para documentar o que está a acontecer na Ucrânia: uma agressão extrema, por parte do Presidente russo, Vladimir Putin”.
“O meu trabalho é procurar justiça, através do meu jornalismo, para os cidadãos ucranianos”, rematou aquele profissional.
Já nos “media” ucranianos, os jornalistas têm assegurado a publicação de notícias independentes a partir de “bunkers”, ou da parte ocidental do território, onde as condições de reportagem são mais estáveis.
Além disso, estes profissionais estão, agora, a receber ajuda financeira através da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), que lançaram um fundo de apoio.
Também os jornalistas russos podem pedir assistência individual, para que possam refugiar-se em países vizinhos, numa altura em que a censura aos “media” independentes continua a intensificar-se.
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