As preversões das redes sociais enquanto fonte de notícias
As redes sociais tornaram-se indissociáveis da sociedade contemporânea. Como tal, estas plataformas passaram a ser a principal fonte de notícias para muitos jovens, que cresceram na era digital.
Este consumo intensificou-se, de forma significativa, nos últimos meses, devido à pandemia e às manifestações norte-americanas, afirmou a investigadora Amelia Gibson em entrevista ao “The Guardian”.
Isto porque, de acordo com Gibson, os jovens, ansiosos com a nova realidade, procuraram obter informação imediata e em primeira-mão. Além disso, os conteúdos partilhados, através das redes sociais, têm um cariz extremamente visual e atractivo, que corresponde a um padrão comunicacional típico das camadas mais jovens da sociedade.
Contudo, a utilização das redes sociais, como principal fonte de informação, pode contribuir para uma vaga de desinformação.
As redes sociais funcionam de acordo com uma configuração algorítmica, beneficiando determinadas empresas, consoante pagamento. Assim, os utilizadores das redes sociais têm acesso a uma selecção limitada de notícias.
Julho 20
Já a professora universitária Jennifer Grygiel, recordou, por sua vez, que os conteúdos são sugeridos conforme as preferências de cada consumidor, condicionando, ainda mais, a pluralidade informativa. Criam-se assim “echo-chambers”, espaços onde as nossas próprias opiniões são reforçadas.
As investigadoras consideram, porém, que as redes sociais são essenciais para a democratização da cultura informativa, por serem um espaço de debate público.
É, contudo, essencial alertar para os riscos de desinformação e promover a literacia mediática entre os utilizadores.
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