Agravaram-se com a crise pandémica as detenções arbitrárias de jornalistas em cinco países
Desde Janeiro , registaram-se 387 prisões de jornalistas em todo o mundo, um número que se manteve inalterado durante a maior parte do ano, apesar do aumento das detenções arbitrárias ligadas à crise sanitária, referiu um relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
De acordo com os dados da organização não-governamental, há cinco países que se destacam pela pressão exercida sobre os “media” e pelo número de prisões de jornalistas pelo exercício da função de informar. A saber: a República Popular da China, o Egipto, a Arábia Saudita, o Vietname e a Síria.
O secretário-geral dos RSF, Christophe Deloire, referiu, ainda, que “as mulheres, em número cada vez mais alto na profissão, não são poupadas”. De acordo com o documento, 42 colaboradoras “estão, actualmente, privadas de liberdade”, quatro das quais na Bielorrússia, país marcado pelas pressões políticas do regime de Alexander Lukashenko.
Além disso,este ano, os RSF foram notificados do desaparecimento de quatro jornalistas, originários do Médio Oriente, África e América Latina.
Destaca-se, também, o número de prisões de jornalistas relacionadas com investigações sobre a crise pandémica.
Dezembro 20
A organização lançou, em Março, o “Observatório 19”, dedicado a casos de perseguição, detenção e pressão contra jornalistas motivados por notícias sobre o coronavírus. O estudo refere, em concreto, “mais de 300 incidentes directamente ligados à cobertura jornalística da crise sanitária” entre Fevereiro e o fim de Novembro.
De acordo com o “Observatório 19”, as leis de excepção ou as medidas de urgência adoptadas contenção da pandemia “contribuíram” para “confinar a informação”.
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