A responsabilidade da Imprensa desportiva na abordagem da derrota
A propósito do caso de um ciclista colombiano que se classificou em 3º lugar no Tour de França, maltratado pela imprensa desportiva e que posteriormente se sagrou vencedor da Vuelta de Espanha, o site “Ética Segura” reflecte sobre a questão da abordagem da derrota.
Como se enfatiza no texto em causa, o comportamento dos comentadores perante o fracasso de um desportista é frequentemente cruel e excessivo, como se apenas houvesse lugar para vencedores.
“Este jornalismo e este tipo de jornalistas – lembra o site – insistem à saciedade no dogma de que a única coisa que vale a pena é ganhar e que há que cruxificar quem perde”
São recorrentes os aspectos éticos que se colocam em relação à imprensa desportiva, tais como a linguagem, a difusão de rumores ou, mesmo, os erros cometidos durante os Jogos Olímpicos.
Setembro 16
Neste contexto são várias as questões que se colocam: é possível falar sobre o mau desempenho de um desportista sem fazê-lo de uma forma destrutiva? Como fazer jornalismo desportivo sem cair em triunfalismos ou criar falsas expectativas? Qual é a forma correcta de comunicar quando acontece uma derrota? Que dizer de jornalistas e media que apostam na polémica e nas criticas para ganhar mais audiência? Que fazer perante a emergência de uma imprensa desportiva que gera polémica e é a que mais vende?
Estas são algumas das questões pertinentes que o texto do site “Ética Segura” formula e para as quais escasseiam as respostas.
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