A rede social Twitter foi essencial para o jornalismo, uma vez que facilitou a disseminação da informação, ampliou o acesso às fontes e serviu como plataforma para algumas vozes serem ouvidas.
No entanto, o Twitter é, igualmente, um lugar propício à desinformação, ao discurso tóxico e ao abuso online, dos quais os jornalistas continuam a ser vítimas.
Tendo em conta o aumento de questões acerca do futuro do Twitter, quatro colaboradores da Guardian reflectiram sobre a sua experiência na plataforma, nomeadamente, Jim Waterson, Arwa Mahdavi, Owen Jones e Emma Graham-Harrison.
Waterson descreveu o Twitter como sendo a “maneira mais fácil de chegar às pessoas influentes que controlam a política e os media”, sendo um lugar onde podem ser testadas as reações mais fortes a uma afirmação, assim como uma das melhores fontes de notícias “cruas”.
Acrescentou, ainda, que a plataforma tem “um dos reguladores de imprensa mais eficazes”, denunciando o mau jornalismo e o preconceito, e que a visibilidade que o website permite a obtenção de diversas histórias que, de outra forma, nunca seriam publicadas.
Apesar das qualidades da rede social, Waterson sublinhou que esta pode, facilmente, destruir carreiras profissionais através, apenas, de um tweet, dependendo do tema e da opinião do público.
Por sua vez, Mahdavi admitiu que o Twitter foi uma ferramenta essencial na construção da sua carreira de colunista, apesar de ser, também, um dos motivos que a levou a querer abandonar essa actividade.
De acordo com Mahdavi, a plataforma permitiu que esta criasse oportunidades e contactos entre editores e escritores, “desmistificando a indústria do jornalismo”. Ao longo do tempo, no entanto, o Twitter tornou-se propício ao assédio online direcionado aos jornalistas e, principalmente, a mulheres marginalizadas, grupo em que a colunista se encontra.
Dezembro 22
No caso de Owen Jones, o Twitter levou a que o colunista acabasse por ser agredido na vida real. Este defendeu, mesmo assim, a rede social, uma vez que foi, também, um “meio onde as vozes marginalizadas ganharam uma plataforma que era negada na maioria dos meios de comunicação convencionais”.
Graham-Harrison salientou, novamente, o Twitter como um sítio onde todos podem falar abertamente, dando o exemplo dos activistas refugiados que conseguiam comunicar, directamente, com figuras de autoridade, incluindo jornalistas e políticos internacionais.
Além disso, a plataforma é, para Graham-Harrison, uma “fonte de artigos, dicas e contactos, facilitando a investigação dos jornalistas”, e admitindo que sentiria falta do Twitter caso este viesse a desaparecer.
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