UE condena acção da China e pede libertação de jornalista
A União Europeia reclamou a “libertação imediata” da jornalista independente Zhang Zhan, que noticiou o surto inicial da Covid-19 em Wuhan.
Em comunicado, o porta-voz do Alto Representante da UE para a Política Externa começou por referir que “as restrições à liberdade de expressão, acesso à informação, intimidação e vigilância de jornalistas, assim como detenções, julgamentos e condenações de defensores dos direitos humanos, advogados e intelectuais na China estão a crescer e continuam a ser fonte de grande preocupação” para a UE.
No caso concreto de Zhang Zhan, condenada por um tribunal de Xangai, a quatro anos de prisão, por “causar distúrbios e provocar problemas”, o porta-voz apontou que, “segundo fontes credíveis”, a jornalista “foi sujeita a tortura e maus-tratos durante a sua detenção e o seu estado de saúde deteriorou-se seriamente”, sendo “crucial que receba assistência médica adequada”.
Recorde-se que a jornalista Zhang Zhan viajou, em Fevereiro, para Wuhan, com o objectivo de reportar a crise pandémica e a subsequente campanha de prevenção contra a doença e tratamento dos pacientes.
Mais tarde, em Maio, os “media” locais declararam o seu desaparecimento.
Dezembro 20
Soube-se, posteriormente, que a jornalista tinha sido detida pela polícia em Xangai, no leste da China.
A jornalista recusou-se a admitir as acusações, considerando que as informações que partilhou nas redes sociais não deveriam ter sido censuradas.
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