Os quatro chefes de redacção da Lusa rescindiram das suas funções, na sequência da escolha da nova direcção editorial.
Numa mensagem interna, o Conselho de Redacção da Lusa adiantou que ouviu os chefes de redação, que “explicaram que apresentaram a sua demissão por sentirem que, com a saída de Vítor Costa e de Margarida Pinto da Direcção de Informação, com os quais desde há anos havia um estreito trabalho de equipa, deixou de fazer sentido a sua continuação no cargo”.
“O Conselho de Redação reuniu-se nos dias 1 e 7 de Junho com a directora de informação, Luísa Meireles”, indicou o órgão, acrescentando que a directora “comunicou aos membros eleitos, no dia 1, que o director-adjunto, Vítor Costa, e a subdirectora, Margarida Pinto, deixavam de fazer parte da DI (Direcção de Informação)”.
De acordo com o CR, “a directora justificou a decisão defendendo a necessidade de ter uma DI una e coesa”.
“Não estão em causa as competências do Vítor e da Margarida. Está em causa a coesão da direção. A pandemia criou dificuldades, mas julgo que não é uma surpresa que a direcção não estava a funcionar dessa forma, una”, disse aquela responsável, citada pelo CR.
Por outro lado, “na reunião de dia 7, os elementos eleitos questionaram a DI sobre um eventual pedido de demissão dos chefes de redacção”, tendo a direcção confirmado “que esse pedido foi feito pelos quatro”.Recorde-se que, no dia 1 de Junho, os jornalistas Nuno Simas e Maria de Deus Rodrigues foram anunciados como novos directores-adjuntos da Lusa, passando a integrar uma equipa liderada por Luísa Meireles.
Junho 21
“Depois de, hoje, ter sido reconfirmada como directora de informação pelo novo presidente do Conselho de Administração, informo que promovi alterações na estrutura da Direcção de Informação, que não continuará nos seus moldes actuais”, referiu, à época, Luísa Meireles, numa nota à redação.
“O actual director-adjunto Vítor Costa, bem como a subdirectora Margarida Pinto abandonarão os seus cargos e serão substituídos pelo Nuno Simas e a Maria de Deus Rodrigues, ambos como directores-adjuntos", acrescentou.
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