Um alto tribunal turco ordenou a libertação do jornalista e escritor Ahmet Altan, cuja detenção tem sido, sistematicamente, criticada por organizações de defesa dos direitos humanos.
Esta decisão surge um dia após o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ter condenado a Turquia pela detenção deste profissional.
Segundo noticiou a agência noticiosa Anadolu, o Tribunal de Cassação anulou a condenação de Altan a dez anos e meio de prisão por “apoio a uma organização terrorista“, pronunciada em 2019.
Este tribunal anulou, igualmente, a condenação de uma outra jornalista e escritora, Nazli Ilicak.
Detido pela primeira vez em setembro de 2016, Ahmet Altan foi condenado a prisão perpétua em Fevereiro de 2018 por “tentativa de perturbação da ordem constitucional“.
Submetido a novo julgamento, após uma primeira anulação do seu processo, pelo Tribunal de Cassação, foi condenado, mais tarde, a dez anos e meio de prisão.
À época, as autoridades acusaram o intelectual de ligações a Fethullah Gulen, um dos principais inimigos políticos do Presidente Recep Tayyip Erdogan, e apontado como um dos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado de 15 de Julho de 2016.
Altan sempre negou o seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado, classificando as acusações como “grotescas”.
Abril 21
O seu irmão, Mehmet Altan, escritor e investigador universitário, foi, igualmente, acusado de envolvimento na tentativa de golpe e esteve preso durante quase dois anos, antes de ser absolvido.
De acordo com a Freedom House, a Turquia é um país não livre, onde a maioria dos “media” são controlados pelo governo.
Os jornalistas são, frequentemente, alvo de perseguição e as detenções de profissionais dos “media” são práticas comuns.
A Turquia encontra-se em 154º lugar no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras, que avalia um total de 180 países.
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