Tribunal proibe “NYT” de publicar sobre o Project Veritas
Um juiz de Nova Iorque impediu o "New York Times" de publicar documentos confidenciais partilhados entre o grupo conservador Project Veritas e o seu advogado.
A decisão surge mais de um ano após o Project Veritas ter apresentado uma queixa de difamação contra aquele jornal.
Mesmo após ser confrontado com a queixa de difamação, o “New York Times” continuou a partilhar as informações a que teve acesso, noticiando, por exemplo, que o Departamento de Justiça estava a investigar o envolvimento do Project Veritas no roubo do diário pessoal de Ashley Biden, filha do Presidente norte-americano.
No artigo em questão, o “NYT” reproduziu os “e-mails” trocados entre o grupo conservador e o seu advogado, o que conduziu à apresentação de uma nova queixa.
Agora, com a ordem do Tribunal, o jornal nova iorquino ficou impedido de continuar a reportar sobre este tema.
O “publisher” do “New York Times” reagiu, entretanto, a esta decisão, garantindo que o jornal vai recorrer, e acusando o juiz de violar o direito à liberdade de imprensa.
“O juiz proibiu o nosso jornal de publicar informação, que foi obtida de forma legal, sobre uma organização influente”, disse AG Sulzberger.
Dezembro 21
O Project Veritas é descrito, pelos seus responsáveis, como um “watchdog” do trabalho dos “media”, e é conhecido por utilizar câmaras ocultas, para filmar jornalistas em situações potencialmente comprometedoras.
Várias organizações noticiosas, incluindo a agência Associated Press, já saíram em defesa do “New York Times”, apelando ao Tribunal que não impusesse restrições ao discurso livre.
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